Registrar pensamentos, narrativas e opiniões é uma arte...é uma linguagem da vida.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Princípios de Herbart

Comênio foi apenas o grande e apenas pioneiro do movimento de reforma da Didática. Logo depois veio o pedagogo alemão Johann Friedrich Herbart, que exerceu influência na Didática e prática docente.


"Segundo Herbart, o fim da educação é a moralidade, atingida através da instrução educativa. Educar o homem significa instruí-lo para querer o bem, de modo que aprenda a comandar a si próprio. A principal tarefa da instrução é introduzir ideias corretas na mente dos alunos. O professor é um arquiteto da mente.
Ele deve trazer à atenção dos alunos as ideias que deseja que dominem suas mentes. Controlando os interesses dos alunos, o professor vai construindo uma massa de ideias na mente, que por sua vez vai favorecer a assimilação de ideias novas."

Minha conclusão é que atualmente a educação está bem longe disso, pra não falar que ela está preste a ser destruída se continuar do jeito que está e acrescentar a ela um ensino que irá destruir o caráter do ser humano. O educador colabora na construção do caráter do aluno e no desenvolvimento da moral. O que explica então o governo inserir novos ensinamentos que vão causar mais confusão no pensamento de alunos em fase de desenvolvimento físico e psicológico? Ensinamentos que irão contra os bons costumes aprendidos desde a infância? 
É um caso a ser refletido. É algo muito sério.

A verdadeira BASE do Ensino

Quem disse que Educação não tem nada a ver com a Igreja? Quem disse que alunos, professores, diretores, pedagogos, psicopedagogos, etc tem que tolerar as novas leis esquisitas que vem por aí, leis que destroem valores, a moral, a ética e etc.? Leis que tem a função de destruir a família, a escola e consequentemente a sociedade?
Há duas razões para a Educação mudar pra melhor.  A  primeira é que por Ele, dEle e para Ele (Deus) são todas as coisas. Segundo é que no decorrer da história da humanidade, Deus levantou homens para fazerem a diferença na área do ensino.
Partindo do princípio de que a Educação só progride dependendo da Didática que está nela, vamos focar então na Didática, ou seja, na maneira de ensinar.
Como as escolas brasileiras tem ensinado? Será que o ensinamento é conveniente para o tipo de aluno com o qual lidamos?
No século XVII, predominavam práticas escolares da Idade Média: ensino intelectualista, verbalista e dogmático, memorização e repetição mecânica dos ensinamentos do professor. Os alunos naquela época não tinham espaço para suas ideias próprias, o ensino não se contextualizava com a vida das pessoas.
Até que apareceu um pastor protestante chamado João Amós Comênio. Ele foi o primeiro educador a formular a ideia da difusão dos conhecimentos a todos e criar princípios e regras do ensino. Na minha opinião, esse homem não estava contribuindo apenas em aspectos históricos, mas estava estabelecendo na terra princípios do Reino de Deus. Comênio queria que todos sem excessão tivessem acesso ao conhecimento  de forma plena e natural, sem nada mecanizado e restrito. Não é isso que o Reino de Deus prega? A justiça para com os necessitados sendo exercida?
Comênio desenvolveu ideias avançadas para a prática educativa nas escolas. Isso significa então que ele fez uma reforma na maneira de ensinar das escolas? Sim, foi isso mesmo!. E hoje, o que nós temos feito? Principalmente os cristãos deveriam responder a esta pergunta. O que a Igreja tem feito? Ela tem reformado as leis escolares? Tem reformado o modo de ensinar?
Para ter uma noção do que este pastor intencionava, dê uma olhada em sua Didática e seus princípios.

A Didática de Comênio e seus princípios


  • A finalidade da educação é conduzir à felicidade eterna com Deus, pois é uma força poderosa de regeneração da vida humana. Todos os homens merecem a sabedoria, a moralidade e a religião, porque todos, ao realizarem sua própria natureza, realizam os desígnios de Deus. Portanto, a educação é um direito natural de todos.
  • Por ser parte da natureza, o homem deve ser educado de acordo com o seu desenvolvimento natural, isto é, de acordo com as características e os métodos de ensino correspondentes, de acordo com a ordem natural das coisas.
  • A assimilação dos conhecimentos não se dá instantaneamente, como se o aluno registrasse de forma mecânica na sua mente a informação do professor, como o reflexo num espelho. O ensino, ao invés disso, tem um papel decisivo à percepção sensorial das coisas. Os conhecimentos devem ser adquiridos a partir da observação das coisas e dos fenômenos, utilizando e desenvolvendo sistematicamente os órgãos dos sentidos.
  • O método intuitivo consiste, assim, da observação direta, pelos órgãos dos sentidos, das coisas, para o registro das impressões na mente do aluno. Primeiramente as coisas, depois as palavras. Portanto, deve-se partir do conhecido para o desconhecido.


Olha só como Comênio mencionou Deus, demonstrando que Deus e a Educação tem tudo a ver. E quantas vezes nós ficamos com vergonha de falar sobre Deus em nossas aulas ou aplicarmos um modo de ensino de acordo com a Palavra de Deus. Escola é um ambiente impróprio para pessoas que pensam e agem contrárias à verdade. Escola é lugar para a verdadeira Didática ser aplicada. A Didática que mostra que Deus é Senhor de tudo e de todos. O único que pode mudar a história da Educação e dar vida a um conhecimento teórico e inerte que temos exercido. Voltemos ao princípio. A base da Didática está em Deus.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Ser canhoto não é pouca coisa não!

Eu tava de bobeira na net e resolvi procurar sites que falassem sobre o canhotismo ( até mesmo porque eu sou uma canhota neh). Encontrei vários e fiz uma coletânea de Curiosidades sobre os canhotos. Aqui abaixo está uma lista das melhores que achei:




  • O tempo todo os canhotos estão se adaptando ao mundo dos destros, mesmo que inconscientemente.


  • Podem levar vantagem em certas áreas como, digamos, pilotar um avião a jato ou falar e dirigir ao mesmo tempo.

  • Os canhotos são mais rápidos no processamento de múltiplos estímulos que os destros.
  • É mais imaginativo, mais capaz de resolver questões difíceis do seu dia-a-dia, a perceber e compreender o que o cerca, além de desenvolver habilidades e potencialidades que estão latentes no ser humano.

  •  Muitos canhotos processam a linguagem usando ambos os hemisférios do cérebro, em oposição aos destros, que parecem usar principalmente o hemisfério esquerdo para esse propósito.

  • Os canhotos têm uma ligeira vantagem nos esportes, jogos e outras atividades nas quais os jogadores enfrentam grande volume de estímulo lançado a eles simultaneamente ou em rápida sucessão.

  • Os canhotos podem se sair melhor mentalmente no caminho para a velhice, quando o processamento cerebral como um todo começa a diminuir
  • Os canhotos representam de 5 a 15 % da população mundial.

  • A maioria dos canhotos desenham figuras voltadas para a direita.
  • Entre gêmeos, existe uma alta probabilidade de um deles ser canhoto.
  • Gagueira e dislexia ocorrem mais frequentemente entre canhotos, principalmente naqueles que foram forçados a “mudar de mão” quando crianças.
  • Tênis, beisebol, natação e esgrima são os esportes onde os canhotos mais se destacam.
  • Existem muitos canhotos entre indivíduos bons em música e matemática.
  • Quase 40% dos melhores tenistas profissionais são canhotos.
  • Existem duas vezes mais homens canhotos do que mulheres.
  • Canhotos recuperam-se mais rapidamente de derrames do que destros.
  • Canhotos eram severamente discriminados nos séculos 18 e 19.
  • Canhotos são numerosos entre crianças com QI acima de 131.
  • De modo geral, canhotos são melhores em percepção tridimensional e pensamento.
  • O cérebro dos canhotos é estruturado de forma diferente, de um modo que amplia a gama de suas habilidades.
  • Pessoas canhotas possuem excelente capacidade para processar informações simultâneas.
  • Canhotos tem uma tendência maior a serem gênios criativos.
  • Na Idade Média, escrever com a mão esquerda era passível de pena de morte.
  • Canhotos alcançam a puberdade de 4 a 5 meses depois dos destros.
  • Metade dos usuários de computador canhotos usam o mouse com a mão direita.
  • O Dia do Canhoto é dia 13 de agosto.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Ego fora do comando - Parte 2


Continuando a ler a teoria analítica de Jung sobre o consciente e o inconsciente, percebi outra coisa comprovada pela ciência que se aplica também à realidade da vida cristã.

Jung diz que a transformação da personalidade acontece quando o Ego consciente e os conteúdos inconscientes se confrontam.
Você se lembra de que na Parte 1 (o último texto que postei sobre o assunto), o Senhor mostra pro nosso Ego quem é que manda? Que o Espírito Santo quebra nosso Ego orgulhoso fazendo com que os conteúdos da inconsciência sejam lembrados por nós para haver cura? Pois então. Aí está o tal confronto descrito pela Psicologia.
Jung chama esse confronto de processo de assimilação onde tanto o consciente como o inconsciente se modificam, ocasionando uma verdadeira transformação da personalidade, o processo de individuação.
O que eu acho interessante nisso tudo é que a Psicologia tem suas teorias e seus teóricos para explicar coisas que Deus já faz com o ser humano há muito tempo. O que só falta a ciência fazer é reconhecer que sem Jesus Cristo, o Ego (consciente) e o inconsciente do homem nunca estarão em equilíbrio.

O Ego fora do comando

Feliz Ano de 2013! Creio que essa é minha primeira postagem do ano!
Bom, nem pensei em entrar aqui hoje, mas como preciso registrar um pensamento importante... o jeito é vir aqui não é?
Estudando sobre a teoria analítica de Jung cheguei a uma conclusão que pode se aplicar à vida dos cristãos. Mas primeiramente vou colocar a teoria dele aqui abaixo.


TEORIA ANALÍTICA: O INCONSCIENTE PESSOAL E INCONSCIENTE COLETIVO

O inconsciente pessoal compreende as percepções e sentimentos subliminares, traços de acontecimentos passados perdidos pela memória consciente e todo material que não atinge a consciência, por não possuir suficiente energia ou não estar devidamente diferenciado. A maior parte dos conteúdos do inconsciente pessoal, porém, são os conteúdos rejeitados pela consciência, ao longo da vida pessoal de cada um. É todo um conjunto de material mental e afetivo que, por ser incompatível com as intenções, ideais, ou sentimentos morais conscientes, são impedidos de se conscientizarem e tornam-se, conseqüentemente, separados do Ego. Este impedimento da consciência se dá através dos mecanismos de defesa, dos quais a repressão é um exemplo.


Segundo a Psicologia, o Ego é o guarda da consciência humana, ou seja, ele é que policia o que entra e sai da consciência. Esse termo "guarda" é meu, não sei se a psicologia o chamaria assim, mas tudo bem vamos lá. Tudo o que o Ego acha ruim, más lembranças, frustrações, traumas, etc. ele considera como material mental ou afetivo, e para o Ego isso se chama lixo. Daí que se é lixo, ele não permite que fique dentro de sua casa arrumadinha - a consciência. Então o que ele faz? Ele chega pra inconsciência, que é sua vizinha e diz: Fica com todo este material indesejável pra você. Esse lixo não tem autorização pra passar pro meu lado, pois tenho como limite entre eu e você os mecanismos de defesa. E tem um muro entre nós chamado de Repressão. Sempre que você quiser vir pra cá com isso, vai ser reprimido.

Então o Ego que tem como alimento o Orgulho, vive uma vida de fachada, com sua linda casa mas com uma área nos fundos da casa toda suja e escura onde ninguém visita. Acontece que quando o Ego conhece a Jesus Cristo, ele deve se render ao Espírito Santo. Só o Espírito Santo coloca Cristo no centro da consciência humana, tirando o trono do Ego. Então podemos entender que se o Espírito Santo toma o controle da mente humana, o Ego não pode mais mandar em nada, certo? O Senhor conhece a mente do homem e como sabe que tem algo de errado, Ele sonda e vasculha os cantos escuros com sua Luz. Se Ele quiser curar a mente, Ele vai mandar o Ego se desarmar de seus mecanismos de defesa e deixar passar, vir à tona pra sua consciência os problemas, as fraquezas e traumas. Para o Ego isso não seria uma humilhação? Ma não é isso que nossa carne tem que sofrer - humilhação? Assim, Jesus é exaltado em nossas vidas e podemos ser curados por Ele.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

DEUS anda através de VOCÊ



“E andarei no meio de vós, e eu vos serei por Deus e vós me sereis por povo.” – Lv. 26:12


   Quem é que está falando isso? A frase está na 1ª pessoa: Eu andarei no meio de vós... Eu vou andar no meio de vocês... Quem está falando isso? É o próprio Deus que está falando isso.
   O livro de Levíticos é um livro que faz parte da Lei. A Bíblia é basicamente dividida em Lei, Profetas e Salmos, e tem o Novo Testamento. Mas no Antigo Testamento a divisão é essa: Lei, Profetas e Salmos. E podemos notar que Jesus sempre dizia, em todos os quatro Evangelhos, que Ele veio para cumprir a Lei, os Profetas e os Salmos. Ele já tinha sido descrito em todas essas três categorias do Velho Testamento e cumpriu todas elas, em pessoa. E aqui no livro de Levíticos, vemos Deus falando “Eu andarei no meio de vós...” Isso está no tempo futuro, ou seja, Deus estava dizendo o que Ele iria fazer, o que iria acontecer no futuro, no meio de Israel. E não foi isso que Jesus fez? Jesus não andou no meio do povo de Israel? Jesus não andou no meio da população pagã, no meio de pessoas pobres, famintas e necessitadas? No meio de publicanos e de pecadores? Era Deus andando no meio de tudo quanto é tipo de gente.
   Quando lemos esse verso, a tendência é pensarmos que Deus estaria andando no meio de gente limpinha...santos com vestes de linho, tocando harpas, louvando ao Senhor, orando, profetizando...Mas espere aí. Deus veio literalmente a essa terra, andando no meio do povo. Ele encarnou-se. Por onde quer que ele passasse, Ele era Deus e era homem e isso não mudava. Independentemente de onde Ele passasse continuava a ser Deus e homem. Ele passava por lugares que não convinha a um santo passar. Ele passou levando libertação, levando cura, alegria, paz, mudando a história, mudando a realidade do ambiente.
   O verso continua: “...e eu vos serei por Deus e vós me sereis por povo.” Aqui realmente vemos que Jesus cumpriu a Lei. Aqui diz que não só a presença de Deus estaria no meio do povo como também Ele próprio andaria.
   Hoje, Deus continua andando no meio do povo, no meio das pessoas? Sim, continua. Alguém pode pensar: Mas Jesus já voltou pro céu... Mas veja bem. O Espírito dele está em quem? O Espírito dele está em cada cristão. O Espírito dele está na Igreja. Então partindo deste princípio, concluímos o que? Concluímos que onde um cristão passa é Deus andando no meio do povo, certo?
   Se esse cristão passa no meio de um lugar desagradável, é Deus passando ali. Se esse cristão passa no meio de pessoas cegas espiritualmente, pessoas doentes que precisam de cura, ou pessoas orgulhosas com problemas de alma, é Deus andando ali no meio do povo.
   Deus continua andando no meio do povo, mas é a gente que está andando no meio do povo. Ele está andando dentro da gente. Quando Deus está dentro de nós, nós o carregamos para onde quer que vamos. Olha que responsabilidade. Nós não somos o templo? Somos o templo ambulante. Pensamos assim: Não, a gente é o templo do Espírito Santo. Em nós habita a presença de Deus. Mas às vezes esse pensamento parecer ser uma coisa muito teórica, não é? Uma coisa muito vaga ou até mística. Mas na realidade não é dessa forma que devemos pensar. Somos um templo ambulante.
   Imagine um templo andando. Um templo feito de cimento, tijolo. É estranho, não é? Só que não daria pra esse templo andar porque ele não poderia alcançar lugares que um ser humano pode alcançar. E quando um ser humano cheio do Espírito Santo anda no meio do povo, é Deus andando no meio do povo. Assim, Jesus pode continuar fazendo as mesmas coisas que Ele fazia. Jesus pode realizar as mesmas coisas que Ele realizava quando andava nessa terra. Quando ele sujava seus pés na poeira dos desertos, das ruas, ou molhava seus pés no mar de Tiberíades...hoje somos nós que fazemos isso.
   Então podemos continuar fazendo a mesma coisa que Ele fazia e até maiores, porque é Deus andando no meio do povo. E a responsabillidade pesa aí. Imagine o seguinte. Lá bem no fundo, nosso temor a Deus não é 100%. Porque se fosse 100%, levaríamos esse assunto com muito mais seriedade, de que onde quer que a gente passe é Deus andando no meio do povo.
  

domingo, 7 de outubro de 2012

O Jumentinho


    Eu nunca tinha parado para pensar nesse jumentinho. Veja bem, em Lucas 19:28-44 existe uma lição muito importante que Deus quer nos mostrar.
   Geograficamente falando, Jerusalém ficava num terreno mais elevado do que as cidades próximas. Por isso naquele tempo as pessoas costumavam usar o termo “subir a Jerusalém”. Jesus então estava indo para Jerusalém e passaria pelo monte das Oliveiras, ou seja, ele subiria o monte e chegaria a Jerusalém assim que descesse do monte. É como se você estivesse numa cidade como Paraíba do Sul ou Três Rios ou Sapucaia, e subisse a serra de Petrópolis em direção ao Rio de Janeiro.
   Como conta a história, na subida do monte das Oliveiras havia algumas aldeias (povoados), inclusive as citadas Betânia e Betfagé. Jesus mandou alguns discípulos irem lá e trazer um jumentinho para que ele montasse. Não sabemos se Jesus estava cansado e não queria subir o monte à pé ou simplesmente porque ele queria ensinar uma lição de simplicidade.
   Mas e esse tal jumentinho? Sabemos que ele tinha donos mas nunca fora montado. E outra coisa: estava preso. Podemos chegar a uma conclusão de que talvez fosse como um animal de estimação que só ficava em casa, preso e não saía para nada. Ninguém precisava dele para alguma utilidade importante. Ele parecia não ser valorizado por seus donos, tanto que estes perguntaram aos discípulos por que soltavam o jumento. Era um animal que não parecia experimentar a vida plena de um jumento. Mas apesar dessa realidade, Jesus precisava muito dele, e urgente. (Lc 19:31).
   Para um jumento que talvez costumasse ficar preso no seu cantinho confortável, o fato de subir um monte era uma experiência nova e cansativa. Quanto mais carregando um homem, já que esse animal nunca havia sido montado!. Pra esse jumentinho a experiência deve ter sido literalmente um peso, não é mesmo? Mas naquele momento, ele carregava um peso de glória – o Messias, o Filho de Deus. Olha como Deus honrou esse animalzinho!
   Aqui está a lição para nós. Não somos jumentos mas através dessa história vemos muitas coisas sérias por trás das letras e assim podemos fazer uma analogia, uma comparação com nossa realidade espiritual.
  Como  Jesus mandou que soltassem o animal, pois este se encontrava  preso Ele nos liberta de nossas amarras feitas pelos nossos antigos “donos” (mundo, pecado e diabo) que não nos valorizam e não permitem que experimentemos a vida plena e frutífera que Deus tem pra nós. Jesus nos liberta porque precisa de nós. Ele tem um objetivo conosco. Para Ele nós sim temos muito valor. Servimos a Ele carregando sua Pessoa, seu caráter, seu peso de glória por onde quer que passemos, inclusive quando subimos montes, o que exige muito esforço de nós.
   Em todo aquele percurso no monte das Oliveiras, o simples animal pôde presenciar muitas pessoas, ricas e pobres, religiosas e não religiosas, estrangeiros e judeus gritando de alegria, louvando a Deus por tudo o que Ele realizou através de Jesus e lançando suas vestes ao chão. As pessoas estavam se despindo de sua honra e não se importavam com o que poderia acontecer às suas roupas. Mas isso tudo não era para o jumento. Era para quem ele carregava.
   Ninguém em sã consciência, colocaria suas vestes caras ou não, e limpas no chão cheio de terra e poeira para um jumento desconhecido pisar e sujá-las com suas patas. Toda essa atitude exagerada de alegria do povo era por causa de Jesus e nada mais. Estavam vendo Ele como o Rei de Israel. Pensavam que dali em diante Ele estabeleceria o reino a Israel, visto que ia para Jerusalém. Não imaginavam que em poucos dias, o Messias seria assassinado.
   Outro detalhe também é que antes de Jesus iniciar o percurso montado no jumento, os discípulos colocaram suas vestes sobre o animal (Lc 19:35). Jesus não se assentou ali de qualquer maneira. O jumento precisou de uma cobertura para que o Rei pudesse se assentar com conforto.
   Deus não usa nossas vidas de qualquer maneira. Precisamos de uma cobertura, de uma unção para que por meio dela, Jesus se sinta à vontade e confortável para nos usar. E enquanto Jesus nos usa, precisamos ver as pessoas exaltando a Ele, assim como o povo fez lá no monte das Oliveiras. Caso o povo não se disponha a se despir de seu orgulho, e não estiver exaltando a Jesus é porque há algo errado na situação. Onde estará o Rei então? Será que não o estão vendo?
   Jesus, o Rei, se assenta num trono mas também se assenta em nossa vida para reinar e ser exaltado quando ela (nossa vida) é humilde e disposta.